Saiba a nacionalidade das espécies invasoras!
Como já dissemos aqui, as espécies invasoras vindo de outros ecossistemas são a segunda causa da perda da biodiversidade local. Bem, o que você talvez não saiba é que muitas vezes essas espécies são introduzidas para combater pragas ou aumentar a produtividade, além de serem trazidas também em meio a cargas de navios, caminhões e aviões sem querer.
O Aedes aegypti, grande conhecido do brasileiro e causador de inúmeras mortes, como o próprio nome indica vem do Egito. Os pinheiros (aqueles lindos que lembram o Natal) são nativos de países do hemisfério Norte e invade as áreas de cerrado. Os diversos tipos de campim, que transformam florestas em savanas, vêm do continente africano. Os ratos, que se espalharam pelo mundo graças às navegações, em geral são originários da Índia e da China. Essa quantidade enorme de pombo que vocês vêem nas praças e que ainda por cima alimentam com farelo de pão e que transmitem doenças graves, vieram da Europa; e saiba que eles são considerados a maior praga urbana aviária do mundo. Que tal parar de achar pombo uma coisa fofa e de ficar alimentando-os como se estivessem praticando altroísmo!
Outras, menos conhecidas, também causam prejuízos. Uma vez por semana as turbinas da usina hidrelétrica de Itaipú precisam parar para a retirada do mexilhão dourado (também já comentado aqui). E sabe da onde vem esse molusco? Ele é nativo do sudeste asiático, longe pra dedéu e que se tornou uma praga na América do Sul. Tem também o caramujo gigante africano que pode chegar a 20cm e 1 quilo e que se espalharam pelo litoral brasileiro, onde não possui predadores, além de ser um vetor de doenças como um dos tipos de meningite, ele também destrói a lavoura e plantas!
A iniciativa a que o Brasil aderiu, intitulada Programa Global de Espécies Invasoras prevê como primeiro passo a elaboração de uma grande pesquisa para descobrir quais são as plantas e animais estrangeiros que estão prejudicando os ecossistemas locais e a extensão de estrago que elas causam.
O que espanta é que a maior parte das espécies são trazidas intencionalmente. O capim africano foi introduzido no Brasil para servir de pasto; o caramujo gigante africano era pra servir de alimento na criação de escargot, explica a pesquisadora Silvia Ziller. Essas “invasões” sempre ocorreram, mas se intensificaram com o desenvolvimento do comercio internacional e de turismo.






