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Ameaça sob as águas brasileiras

27/07/2010
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Um estudo detectou 58 espécies vindas de outros oceanos. Algumas delas representam risco à biodiversidade, à economia ou à saúde humana. A costa brasileira abriga pelo menos nove espécies dos mares estrangeiros que chegam com as correntes marítmas e que estão ameaçando 12 Estados do país.

O Informe sobre as Espécies Exóticas Invasoras Marinhas no Brasil foi elaborado por pesquisadores para tentar descobrir os impactos que essas espécies podem causar na capacidade de sobrevivência de outras ou que afetam as atividades socioeconômicas no litoral brasileiro. O estudo identificou quase 60 espécies exóticas: 3 fitoplânctoons, 6 zooplânctons, 4 peixes entre outros.

Em um mundo ideal, nativos e exóticos conviveriam seguindo o fluxo da cadeia alimentar. Porém, alguns invasores chegam não só pela corrente marinha, mas também através de atividades econômicas como transporte marítimo ou aquicultura.

Esses invasores são prejudiciais à biodiversidade porque competem com as nativas por espaço, luz ou alimento. E podem atuar como parasitas ou causar doenças em espécies localmente importantes, assim como produzir toxinas que se acumulam na cadeia alimentar envenenando outros organismos ou apresentando risco direto à saúde humana.

No país, as nove espécies identificadas são as microalgas Coscinodiscus wailesii e Alexandrium tamarense, a alga marinha Caulerpa scalpelliformis, muito usada em aquários, os corais laranjas Tubastraea coccínea e Tubastraea tagusensis, também muito comuns em aquários domésticos, os mexilhões lsognomon bicolor e Myoforceps aristatus, o siri Charybdis hellerii e a ascídia (um tipo de invertebrado).

Os estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas foram atingidos por alguma das espécies invasoras com impactos que variam de região para região.

A única que foi detectada ameaça para a saúde humana é a microalga Alexandrium tamarense que já foi detectada no Paraná e no Rio Grande do Sul. Esse fitoplâncton produz uma substância chamada ficotoxina, que pode contaminar moluscos e crustáceos consumidos por humanos. Há risco de intoxicação, diarréia, náusea, vômito, amortecimento da boca e dos lábios, fraqueza, dificuldade de fala e até parada respiratória. Porém, ainda não há registro desse tipo de consequencia no Brasil. Mas é preciso estar atento.

Para outras informações:
Edmar Schnabl, consultor do CEA (Centro de Estudos de Aquarioflia)

3 Responses to Ameaça sob as águas brasileiras

  1. [...] Sobre o post: Os mares do Brasil podem estar ameaçados [...]

  2. [...] já dissemos aqui, as espécies invasoras vindo de outros ecossistemas são a segunda causa da perda da biodiversidade local. Bem, o que [...]

  3. [...] Sobre o post: Os mares do Brasil podem estar ameaçados [...]

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